Qual o melhor tipo de adoçante artificial?

Qual o melhor adoçante artificial
Muitas pessoas substituem o açúcar pelo adoçante, seja por recomendações médicas, por ser portador de diabetes ou simplesmente para emagrecer ou manter o peso. Realmente, os adoçantes artificiais podem trazer muitos benefícios, mas temos que ficar de olho na quantidade que usamos, pois tudo em exagero faz mal.

Como sabemos, existem diferentes tipos de adoçantes artificiais, que são chamados de edulcorantes, sendo que os mais populares são o aspartame, a sacarina, o acessulfame K, ciclamato e a sucralose. Qual é o melhor adoçante dependerá sobretudo das suas necessidades e também do seu paladar, pois cada adoçante possui características e sabores diferentes.

Primeiramente vamos conhecer as características de cada adoçante artificial (edulcorante) e assim avaliarmos qual é o melhor para cada um de nós.


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• Aspartame
Este é com certeza o tipo de adoçante mais usado. Ele tem capacidade de adoçar 200 vezes superior à sacarose e possui cerca de 4 kcal por grama. Em sua composição existe a presença da fenilalanina, portanto, deve ser evitado por quem sofre de fenilcetonúria. Possui sabor residual semelhante ao da sacarose.

O aspartame não deve ser levado ao fogo pois seu sabor fica alterado em altas temperaturas. O ideal é adicionar esse edulcorante aos alimentos somente na hora em que for consumi-lo. Exemplos de algumas marcas de adoçantes que contem aspartame: Finn, Aspasweet, Zerocal, Gold, Cristal Diet.

• Sacarina
Também comum e tradicional, este tipo de adoçante é usado em alimentos, cosméticos e medicamentos. Ele deixa um gosto residual e metálico na boca e tem o poder de adoçar até 600 vezes mais que o açúcar. Se trata de um edulcorante extraído de um derivado do petróleo. Pode ser usado em altas temperaturas.

• Sucralose
A sucralose deriva da cana e é 600 vezes mais doce que o açúcar. Por não ser metabolizada pelo corpo, não tem calorias e é eliminada pela urina em até 24 horas. Ao contrário de muitos outros tipos de edulcorantes, a sucralose suporta altas temperaturas, podendo ser usado no preparo de alimentos quentes.

A sucralose não provoca cáries e ainda ajuda a prevenir a acidez que as causam. Não possui sabor residual amargo. Diabéticos podem consumir esse tipo de adoçante sem problemas, assim como também gestantes e crianças. Exemplo de marca com edulcorante Sucralose: Linea (com acesulfame-K).

• Acessulfame-k
Com o poder adoçante de até 200 vezes mais que a sacarose, esse adoçante resiste ao tempo e às altas temperaturas. Como não é metabolizado pelo organismo, ele é totalmente eliminado pela urina. É feito a partir de um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético.

Seu sabor residual é mais doce do que a sacarose e não causa cáries. O Acessulfame-k também pode ser levado ao fogo sem que perca suas propriedades adoçantes. Não é indicado para pessoas que tenham problemas renais e que por recomendações médicas devem limitar a ingestão de potássio (K). Exemplos de adoçantes que contem Acessulfame-k: Assurgin e Doce Menor.

• Ciclamato
Esse adoçante adoça 50 vezes mais que o açúcar e está presente em alguns alimentos. Porém, foi proibido em alguns países devido a possíveis efeitos cancerígenos, alérgicos e de mutações em células. É produzido a partir de um derivado do petróleo e possui um sabor residual de doce-azedo.

Outras características do Ciclamato é que ele não causa cáries e pode ser usado em altas temperaturas sem perder seu poder adoçante. Apesar de alguns países terem proibido sua venda por causar câncer na bexiga segundo estudos, o ciclamato continua sendo permitido no Brasil, EUA, Canadá e mais de 40 países. Exemplos de produtos com ciclamato: Dietil, Sucaryl, Adocyl, Assugrin e Doce Menor.

Os adoçantes são prejudiciais à saúde?

Há muitas especulações de que os adoçantes podem trazer riscos de doenças como câncer, lúpus, esclerose múltipla, Alzheimer, mas na verdade não existe nenhuma confirmação científica que realmente comprove esses riscos, quando consumido com cautela e dentro dos limites diários que variam para cada tipo de adoçante.

Veja qual o limite diário estabelecido para cada adoçante:

Tipo de adoçante Quantidade máxima (mg/kg -peso da pessoa)
Acesulfatame-K:
Aspartame:
Ciclamato:
Sucralose:
Frutose:
Sacarina:
Stévia:
Xylitol, Manitol e Sorbitol:
15mg / Kg
40mg/Kg
11mg/Kg
15 mg/dia/kg
não existe limite
5mg/Kg
5,5mg/Kg
15 mg/Kg

Adoçantes naturais

Segundo especialistas, o melhor mesmo é usar adoçantes naturais ao invés de artificiais. Os mais populares são a stévia, frutose, retirada das frutas e do milho, e xilitol, manitol e sorbitol, alcoóis extraídos do açúcar. Mas eles tem uma desvantagem em relação aos edulcorantes artificias: Oferecem mais calorias e se exagerar no consumo pode ajudar a engordar ao invés de emagrecer.

• Stevia
A estévia ou stévia é originária de uma planta sul-americana, a Stevia reubadian. Seu poder adoçante é de 300 a 400 vezes superior ao açúcar. A vantagem da Stevia é que ele pode ser consumido por todas as pessoas, inclusive diabéticos, gestantes e crianças sem oferecer riscos à saúde.

Mas apesar de ser chamado de adoçante natural, deve ser consumido com moderação pois em muitas composições há a presença de outros edulcorantes como ciclamato, sacarina e acessulfame K. Apesar disso, a estévia é considerada um dos melhores adoçantes naturais disponíveis hoje no mercado.

• Frutose
A frutose é retirada das frutas, cereais e mel e seu poder adoçante é de 173 vezes mais que a sacarose. Possui cerca de 4 kcal por grama e pode causar cáries nos dentes. Como tem um alto poder adoçante, dosagens baixas são suficientes para deixar o alimento doce, o que evita o excesso de calorias.

Segundo alguns estudos, a frutose quando consumida junto com outros alimentos não aumenta os níveis de açúcar no sangue, mas mesmo assim deve ser evitados pelos diabéticos. Apesar de derreter ao ser submetida ao calor, a frutose mantém o seu sabor. Exemplo de produtos com Frutose: Doce Menor e Lowçucar.

• Xylitol, Sorbitol e Manitol
Esses três tipos de edulcorantes naturais são produzidos através de álcoois extraídos do açúcar que são obtidos pela redução da glicose (sorbitol) e frutose (manitol). O xylitol é obtido pela hidrogenação da xilose.

Possuem cerca de 4 kcal por grama e são muito utilizados na produção de produtos dietéticos como balas e goma de mascar. Tem o poder adoçante que varia de 50 a 70 vezes mais que o açúcar e não causam cáries.

Dicas importantes sobre os adoçantes

* Muitas pessoas acabam se excedendo no adoçante, mas a recomendação é usar sempre qualquer tipo de adoçante, seja ele natural ou artificial com moderação.

* Inicie com dosagens baixas e vá aumentando conforme a necessidade. Lembre-se de o excesso pode deixar o alimento com gosto ruim, metálico ou amargo.

* Por precaução, é recomendável que não use o mesmo adoçante por um tempo muito prolongado. Varie de tempos em tempos (tipo rodízio).

* Use os adoçantes certos nos preparos de alimentos que vão ser submetidos à alta temperatura. Aspartame por exemplo não é indicado para receitas que vão ao forno ou fogão, ao contrário do sucralose, sacarina, ciclamato e Acesulfatame-K, que não perdem seu poder adoçante mesmo submetidos ao calor.

* Se resolver substituir o açúcar pelo adoçante em alguma receita, cuidado com a dosagem. 10 gotas de adoçante líquido ou 2 pacotinhos de adoçante em pó correspondem a 1 colher de sopa de açúcar. Em receita de bolo com adoçante, é recomendável colocar mais fermento, pois geralmente eles crescem menos.

* Leia sempre o rótulo dos adoçantes que for consumir, pois independente de ser natural ou não, ele pode estar combinado com outros edulcorantes e substâncias químicas, usados para potencializar seu sabor.

* Certifique-se de que o adoçante que vai comprar tem registro na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) impresso em sua embalagem.

* Na dúvida sobre qual adoçante usar, consulte um médico ou uma nutricionista para ajudar e escolher o melhor adoçante para você. Cada caso é um caso e o adoçante deve atender às necessidades biológicas de cada pessoa, de modo que não agrave problemas ou interfira nas condições de saúde de quem for consumir.

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